Grávida suspeita de envolvimento em caso que matou policial em Manaus se entrega à polícia

  • 28/07/2026
(Foto: Reprodução)
Justiça determina prisão preventiva de grávida suspeita de envolvimento na morte de policial em Manaus Reprodução/Redes Sociais A grávida Meirilany Silva da Silva foi presa preventivamente na noite de segunda-feira (27), após se apresentar no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus. A medida foi cumprida depois que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogou a prisão domiciliar concedida à suspeita e determinou o retorno dela ao regime fechado. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) nesta terça-feira (28). Segundo a instituição, Meirilany passará por audiência de custódia e, depois, será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF). Meirilany havia sido presa em flagrante durante a operação contra o tráfico de drogas que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. Na audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, mas a Justiça autorizou que ela cumprisse a medida em prisão domiciliar por estar grávida. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A decisão foi contestada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), que recorreu e argumentou que, embora a legislação permita a substituição da prisão preventiva por domiciliar para gestantes, a medida pode ser negada em casos de maior gravidade, como aqueles relacionados a organizações criminosas. Grupo criminoso preso por morte de policial civil em Manaus era investigado há três meses O recurso foi analisado pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, que assinou a decisão no domingo (26) e determinou o restabelecimento da prisão preventiva. Ao avaliar o caso, o magistrado considerou a gravidade dos crimes investigados e destacou que eles ocorreram no contexto da ação policial que terminou com a morte do investigador Luciano Carvalho de Sena. "A ação delituosa praticada pela recorrida analisada em conjunto com a conduta dos demais integrantes da associação criminosa, além de desprezo pela autoridade estatal, reveste-se de violência e gravidade concreta de modo a obstar a aplicação do benefício legal em destaque", pontuou o magistrado. Envolvimento de grávida na ação Segundo as investigações, Meirilany seria responsável pela guarda e pela logística de quase uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína, além de integrar uma estrutura ligada a uma facção criminosa. Até a última atualização desta reportagem, cinco pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no esquema, entre elas um policial militar. Entenda como agia grupo preso por envolvimento na morte de policial civil em Manaus Saiba quem era o investigador da Polícia Civil morto após ser baleado em Manaus O caso A troca de tiros que resultou na morte do policial ocorreu por volta das 10h desta sexta-feira e foi registrada por uma câmera de segurança. As imagens mostram uma picape de cor preta estacionada ao lado de um carro de cor cinza, próximo a uma quadra de futebol, quando um segundo carro, de cor preta, se aproxima. Uma pessoa parece retirar um objeto da picape e colocá-lo no carro cinza. Um outro carro, de cor branca, chega ao local. Segundo a polícia, trata-se de uma viatura descaracterizada onde estava Luciano. Em seguida, a troca de tiros começa. Luciano chegou a ser encaminhado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. Os ocupantes da picape foram identificados como Rafael Pereira Freitas e Mayara da Silva e Silva. Após fugirem do local, a dupla abandonou o veículo em uma rua no bairro Alvorada 2. No interior do automóvel, policiais encontraram quatro tabletes de droga. Mayara foi presa no início da noite desta sexta-feira (24) em um condomínio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Rafael passou a ser procurado pela polícia. Na madrugada de sábado (25), equipes do Denarc e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) localizaram Rafael em uma comunidade de Itacoatiara, na Região Metropolitana de Manaus. Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem, ele reagiu atirando contra os policiais e foi baleado após o confronto. Rafael não resistiu aos ferimentos e morreu.

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/07/28/gravida-suspeita-de-envolvimento-em-caso-que-matou-policial-em-manaus-se-entrega-a-policia.ghtml


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